Eu tenho o que pode ser traduzido como “Dislexia Ordinal”.
Apesar do absurdo, que isso possa parecer, não possuo a capacidade de simplesmente contar.
Eu decorei a ordem dos números como você decorou as letras do alfabeto quando era pequeno e isso me impede de fazer contas com a mesma velocidade que outras pessoas.

Por isso estudar matemática e física sempre foi um desafio para mim. Eu lia as questões, entedia o enunciado, interpretava o problema, estruturava a resposta, montava a equação mas, quando chegava a hora de juntar tudo e calcular a resposta: Travava.

Os números mudavam de posição, insistiam em não somar, subtrair, multiplicar, a cabeça pesava, me irritava comigo mesmo e acabava também culpava a mim mesmo pela situação. Foram anos e anos passando por isso e somente 2 professores conseguiram perceber que havia algo de errado mas também não tinham a preparação necessária para me ajudar.

Essa situação, porém, me deu uma capacidade lógica-analítica excelente. Eu vejo um problema, entendo-o, interpreto-o, monto toda a estrutura para a sua solução e explico a quem precisar o que deve ou não fazer e onde conseguir ferramentas para soluciona-lo. Nisso, sem falsa modéstia eu sou bom. E muito bom até.
Apesar dos termos provocarem um certo receio, consigo ser frio, calculista e ter nervos de aço. Principalmente quando não estou envolvido na questão.

Mas eu sou eu e nicuri é coco, como se diz na Bahia.

E este texto começou como uma introdução ao vídeo que segue abaixo.
Tá em inglês, é direcionada a Obama, mas eu acho que combina muito bem conosco.
Uma resposta a quem ainda acredita que colocar o dedo no buraco fará com que a represa não se rompa, como o que hoje em dia é feito com o tal “sistema de cotas” no país.

Assitam, reflitam, compartilhem. Quem sabe um dia você não será obrigado a sentar na frente do computador – ou seja lá qual aparelho faça isso no futuro – e estudar algo que seu filho aprende no ensino básico?

 
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A Tv e você nas Redes Sociais

On 24/10/2012, in Social Media, by Roberto Camara Jr.

Em casa/Homeoffice, a Tv fica em um quarto diferente de onde está o computador.

Assim, admito que dificilmente a ligo e quando o faço, geralmente é para assistir um filme, série e só.
Mesmo assim é impossível se desligar completamente do que está acontecendo na telinha. Pelo Twitter os Trend Topics mudam de acordo com a programação, como mostra este post do Blog Mídia8, no facebook, em poucos minutos já temos menes sendo compartilhados e curtidas a mil. E olha que o BBB ainda não começou! Afinal você pode até não assistir mas sabe muito bem o que está acontecendo na casa. Entra até por osmose.
Antigamente em uma era em que ainda não existia o termo “hipster” você podia encher a boca e arrotar arrogância e dizer que não assistia Televisão por que ela nos alienava. Hoje não há mais esta opção.

E não precisa chorar pelo episódio perdido de The Walking Dead ou o último capítulo da novela. Hoje, você pode até desligar a Tv mas ela, com certeza, não vai mais se desligar de você.

 

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A doutora

On 17/04/2012, in Desventuras, by Roberto Camara Jr.


Hoje, depois de saber que estamos juntos há mais de 4 anos, a doutora me perguntou se eu ainda era apaixonado ou “só” a amava.
Respondi na lata, sem nem ao menos piscar, que sim. Que eu me apaixonava todos os dias de novo por ela.

Ela então olhou fundo nos meus olhos e disse: Então, se você consegue fazer com que ela tenha orgulho e admiração por você, deve ser a mulher mais feliz do mundo.

Foi aí que um sorriso apareceu em micro frações de milésimos de segundo na minha face.

E todo o resto é história.

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Ao Knuttz

On 02/04/2012, in Desventuras, by Roberto Camara Jr.

Há poucos minutos fechei minha última edição do Uêba. Foram anos de parceria e confiança, aprendizado e um respeito mútuo como poucas vezes tive a oportunidade de ver na vida.
Desde o tempo do Autozine, passando pelo Cybervida, a decisão de mudar de profissão e ir atrás de algo novo. Ver sonhos sendo desconstruídos, outros realizados e muitos por conquistar e o papo sempre sabendo exatamente o que dizer, e sempre sincero de um cara que me ensinou de novo o que significa o termo “amigo”.
À você Gilberto, dizer obrigado é muito pouco.
Deixo nossa parceria com a certeza de que não demorará muito para nossos caminhos profissionais se cruzarem de novo. Já a amizade, agora é maior que só a gente, meu caro.
Pelo jeito nossas famílias terão muitas histórias para curtirem juntas ainda.
Um forte abraço Knuttz, e até a próxima (assim mesmo, sem ponto final, como deve ser…)

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Social Media de quartel

On 16/03/2012, in Social Media, by Roberto Camara Jr.

Antes de começar este post, quero deixar bem claro que não se trata de defender ou atacar qualquer um dos lados.
Meu objetivo aqui é somente trazer a tona algo que, até então, tem sido pouco observado: A utilização de mídias e redes sociais como ferramentas de informação direta em caso áreas de conflito.

Aqui no Brasil, durante a greve da Pm na Bahia o Twitter oficial da corporação foi amplamente usado para mostrar o lado oficial da situação e acalmar a população.

Assim, enquanto foguetes são lançados de Gaza em território israelense e a aviação deste revida com mísseis, podemos observar uma utilização em massa de diversos canais de Redes Sociais, por parte das Forças de Defesa de Israel, em várias línguas, para mostrar o seu lado do conflito e trazer algumas informações que nem sempre tem espaço nos 15 – 20 segundos de um comentário sobre o assunto na Tv.

Em um dos posts do seu Blog, o exército israelense chegou a publicar um post pedindo aos leitores que seguissem e divulgassem seus canais através até de aplicativos como o PicBadges.

Além do site, contam também com um Blog,uma fanpage, Twitter, Canal no YouTube, Flickr e outros.

Notem que o Exército Brasileiro também conta com os mesmos recursos e foram devidamente usados quando tropas foram enviadas à Bahia durante a greve da Polícia Militar em Fevereiro mas ainda assim, não havia uma situação de conflito generalizada.

Será que as forças armadas ao redor do mundo estão tentando se aproximar da população civil?

Uma coisa é fato: Os militares (de vários países) estão utilizando as ferramentas de Mídias Sociais de forma muito mais “social” do que muitas empresas privadas, e definitivamente são excelentes exemplos à serem seguidos.

Lembro a todos que este é um post sobre a utilização de ferramentas de Mídias Sociais e não uma discussão sobre o conflito no Oriente Médio. Comentários fora deste contexto não serão aprovados. Comentários racistas, pejorativos, xenófobos, etc. terão seus IP’s enviados às autoridades competentes. 

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