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O post, a greve da PM e tudo mais

On 06/02/2012, in Desventuras, by Roberto Camara Jr.

Acabo de apagar um texto que escrevi no facebook respondendo a pergunta de um amigo que é policial no Rio de Janeiro.

Não disse nada que qualquer outro cidadão soteropolitano não diria, sem ofender ninguém.

Ainda assim, confesso que fiquei com medo. Não há limites até onde algo publicado aqui possa chegar, que possa lê-lo, que interpretação pode dar e que tipo de reação pode ter.

Chamem-me de covarde se quiserem mas a verdade é que tenho medo, já fui ameaçado por policiais antes e, acima de tudo, zelo pela minha segurança e das pessoas que amo.

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O Getúlio do Carlos

On 13/08/2011, in Desventuras, by Roberto Camara Jr.

A ideia era que este fosse um Blog pessoal. Algo para contar as minhas histórias, peripécias e devaneios. Mas o que fazer quando assisto algo que me emociona? Não deveria contar por aqui, mesmo com toda a pinta de propaganda?

E querem saber? É propaganda sim! E das boas. Porque quase imitei Caesar e fui,vi,gostei e agora alardeio para os quatro cantos do mundo como se não tivesse mais nada.

Assim sendo, senta que lá vem história…

Graças ao amigo Humberto, eu e Dani, minha digníssima noiva – pois é… depois conto – fomos assistir a peça “Sargento Getúlio” (baseada no livro homônimo de João Ubaldo Ribeiro) no Cine Cena Unijorge, ali no Shopping Itaigara (em Salvador, claro).

A atuação de Carlos Betão foi uma das melhores que já vi na vida. Segurar um monólogo sozinho e prender a atenção até dos mais cansados dos espectadores (nosso caso) do início ao fim, é algo que exige o máximo de qualquer ator – principalmente quando o texto é tão complexo quanto o de João Ubaldo – e Betão nos oferece muito mais que isso.

Dirigido e adaptado por Gil Vincente Tavares, o ingresso custa a “fortuna” de R$10,oo (isso mesmo: dez Reais) a inteira, e fica em cartaz sábados e domingos, as 20hs até o dia 28 de agosto.

Para quem quiser ainda mais informações, aqui está o link oficial da peça e aqui uma excelente crítica, assinada por Franco Caldas Fuchs.

Uma coisa é certa: estou viciado em teatro de novo. E isso é muito bom!

 
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A caixa preta

On 23/07/2011, in Desventuras, by Roberto Camara Jr.

Há tempos não sinto tanto medo. Mas tanto medo mesmo. Do tipo de medo que só senti uma única vez, numa cadeira de avião, aos vinte anos de idade, indo D’us sabe para onde.

A pior parte é que este medo está só começando. Está fraco ainda mas eu posso senti-lo como sinto esta caixa preta na minha frente. Eu a abro, fecho, tiro o que está dentro, olho, experimento, coloco de volta, abro de novo, procuro compartimentos secretos, procuro saber o que ela esconde, procuro desvendar seus mistérios, procuro seus segredos, meus, seus, nossos…

…procuro respostas.

E é este o grande lance, a grande sacada desta bendita caixinha preta. O que tem dentro são respostas e, como o livro, só precisamos fazer as perguntas certas. E eu sei qual é, pelo menos uma, destas perguntas.

Só não sabia, até agora, se eu estava pronto para a resposta.

Estou abandonando meu passado por esta caixa. Deixando de lado meu legado. Uma parte do que acredito ser.

Estou abraçando a caixa com tudo o que ela vai me trazer de bom por que não me resta outra escolha a não ser esta. A não ser abrir de vez a caixa preta e entregar à quem de direito, e opção, merece dividir comigo as respostas para as perguntas que sempre tivemos.

Eu quero dividir esta caixa preta contigo. E só contigo.

Por que esta caixa preta sou eu. E quero me dividir com você.

 
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A Grand Rapids de Nathy

On 27/05/2011, in Desventuras, by Roberto Camara Jr.

Lá no início dos anos 90, no tempo em que ainda se mandavam cartas e você fica ansioso toda vez que o carteiro, semanas depois,  chegava para só então saber se tinha uma resposta ou não, uma amiga do (vai chamar “de”, vai para ver o que é bom) Recife foi fazer um intercâmbio em Grand Rapids.Lembro que ficava sonhando acordado, fazendo planos e imaginando como seria poder ir um dia e fazer o mesmo.Aí vem a Newsweek, diz que a cidade está morrendo, por não ter nascimentos suficiente, eles resolvem responder e a lembrança dos dias em que eu sonhava com a cidade volta a tona…
Imagino se Nathalie Giske ainda se lembra de lá…

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Triiiiimmm… triiiimm…

On 20/04/2011, in Divagando, by Roberto Camara Jr.

E quando menos espera o telefone toca.
A imagem dela aparece no identificador de chamadas, seu coração palpita e sua cabeça já começa a perguntar como sabia que estava meio dormindo, meio acordado mas sonhando com ela?

Atende o celular e o som da voz que você mais quer ouvir em todo o universo te chama.

Ela não faz ideia do quanto este conjunto de tons, timbres e notas que saem de sua boca conseguem alcançar cada nervo do meu corpo e cada poro da minha pela com uma corrente elétrica que só posso comparar com aquela que se sente 3 segundos antes dos orgamos que só ela me dá.

Mas não era pelo telefone que queria ouvi-la. Não eram as palavras que queria escutar. Não é a distância que quero estar dela. Não quero que exista distância alguma.

Alguma.

Porque além do som mais lindo que existe, precisava do calor do seu corpo, do abraços de suas pernas, do barulho da sua respiração que não deixa, em momento algum, que haja qualquer tipo de silêncio entre nós.

Em momento algum.

Mas tocou e foi só isso o que pode ter. Não seu calor, não suas pernas, não sua respiração, só o som da sua voz.

E o silêncio, como sempre, deixou de existir.

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