Querem saber?
Eu sou o tipo de cara que admira o corpo de uma mulher.
Não estou falando da parte erótico-sexual da coisa – isso também, claro. Tenho 35 anos e adoro sexo mas isso é papo para outro dia – mas dos mistérios que se escondem nele.
Sou o tipo de pessoa que pode ficar horas deitado ao lado de uma mulher sem pregar os olhos só observando cada linha, cada curva, cada poro de sua pele. Gosto de ver como seus seios sobre e descem enquanto ela respira, e cada reação do seu corpo. Fico fascinado pela suavidade de sua pele e chego as vezes temer machuca-la só em encostar nela.
É incrível como a pele de uma linda mulher pode ser macia e suave, como seu toque consegue ser delicado e não rude e áspero como o meu.
Fico observando cada movimento, voluntário ou não, do seu corpo e tento imaginar o que ela está sentindo:
Será que a sensação de receber um toque nos seios é a mesma que sinto quando ela encosta no meu peito? Será que o ela se incomoda com o fato da minha língua não ser tão macia quanto a dela? Será que ela sente o mesmo que eu quando explode em gozo?
Minha fascinação pelo corpo feminino talvez seja a melhor expressão de minha típica curiosidade sagitariana. Eu quero entrar em seus nervos, sentir o que ela sente, entender o que seus olhos dizem quando fitam os meus. Quero entender o que se passa em sua mente para que possa sempre proporcionar o meu melhor para ela.
Sou o tipo de cara que consegue ficar até as altas horas da madrugada olhando as fotos da mulher que ama. Ampliando até a maior resolução que puder para tentar descobrir cada detalhe: Um brilho no olhar, o reflexo do flash nos seus lábios, a covinha que aparece no seu sorriso e a forma como suas roupas caem no seu corpo que tanto gosto de ter ao meu lado.
O corpo de uma mulher me tira o sono e mesmo assim não me cansa. Me faz querer fazer amor de luz acesa para tentar descobrir do que ela gosta, do que ela não gosta, do que a faz ter mais ou menos prazer.
Afinal, no final das contas, esta minha admiração, acima de tudo, está nisso, em tentar descobrir como posso agradar-lhe, cada vez, ainda mais. Está em mostra-la o quanto a quero e o quanto me preocupo com ela. E somente ela.
Por que, no final das contas, não basta ser apenas uma mulher. Precisa ser a mulher de quem gosto, de quem respeito acima de tudo. A mulher que amo. A que eu chamo – e tenho orgulho de chamar de – a MINHA mulher.
Sou o tipo de cara para quem se apaixonar é pouco. Quero mais que isso. Quero amá-la, cuidá-la, proteger-la sempre que puder. Quero descobrir seus medos, seus segredos mais íntimos. Quero fazer parte da sua vida pois tenham certeza: quando amo uma mulher, ela passa a ser muito mais que apenas uma mulher. Ela vira meu clichê. Ela transforma e se transforma em minha vida.
E eu a amo ainda mais por isso.
